“Carícia” e “Querida”, as revistas que faziam a cabeça das adolescentes

Alanna Zemel

Era oficial, quando começávamos a ler as revistas Carícia e Querida, significava que estávamos começando a entrar na puberdade e a querer saber todos os babados mais quentes que esta época começaria a trazer. Ler revistas era um dos hobbies favoritos daquela época, além de ser um meio onde ficávamos informados sobre todas as novidades do mundo teen.

Eram naquelas páginas que, finalmente, poderíamos aprender a beijar, saber tudo sobre sexo, menstruação e se nosso horóscopo iria dizer que aquele boy que tanto sonhávamos ía, realmente, dar mole pra gente!

Apesar de terem um conteúdo, por vezes, bastante explicativo, estas revistas geravam nas pré-adolescentes uma grande expectativa sobre os próximos importantes passos a serem dados. Já para as adolescentes, andar com as publicações na mochila significava que já possuíam maturidade e experiência suficiente.

Alguns dos maiores “tabus” eram tratados em suas páginas e, por isso, para ler os conteúdos exigia até uma certa manobra para não dar muito na cara para os pais! (hehe)

Revista Carícia

A revista Carícia surgiu na década de 70 e foi publicada pela Editora Azul, derivada da Editora Abril. Foi criada pelos sócios Roberto Civita e Ângelo Rossi. O conteúdo das páginas era totalmente focado para o público adolescente e os principais temas abordados eram sexo, carreira profissional e beleza. Em seu auge, na década de 80, a revista chegou a atingir um total de 2 milhões de pessoas pelo Brasil e recebia, em média, 5 mil cartas por mês.

Revista Querida

A revista Querida foi lançada no ano de 1954, tendo circulado até a década de 90. Com publicações mensais, a revista foi publicada pela Rio Gráfica Editora, pertencente a o grupo Globo. Durante a década de 50 foi a mais popular das publicações do seu gênero.

Suas páginas eram dedicadas às meninas de classe média e abordava temas como casa, cozinha, moda e beleza. Seu conteúdo era ainda um pouco mais completo e trazia informações culturais sobre cinema, livros, balé e teatro. Ainda possuía um espaço destinado a horóscopo e cartas das leitoras.

Durante a década de 90 foi mais adaptada à realidade das meninas da época trazendo, também, uma abordagem referente a sexualidade.

Com certeza quem viveu a adolescência na década de 80/90 vai guardar na memória com muito carinho todos os ensinamentos que estas revistas proporcionaram!

Author:
Aquela que tinha joelhos encardidos de tanto brincar no chão da rua, mania de dançar e fazer shows particulares ao som dos LPs da Xuxa e Daniela Mercury. Comandante da gangue, ditava quais eram as brincadeiras, mas no fundo sempre foi meiga e dormia com seu paninho de estimação.